Então tem a segunda pessoa. De novo eu falo, segunda, não porque é menos importante. São importâncias diferentes. Bom, eu a conheci. Achei-a bonita, ela foi legal comigo, ela me entende e fui com a cara dela. Conversávamos sempre sobre coisas mundanas, eu lembro que logo na primeira conversa já fizemos nosso primeiro plano: iríamos estudar muito e em vez de disputarmos um com o outro uma vaga no intercâmbio, iríamos nós dois juntos pra Londres. Acho que foi esse o momento em que eu percebi que ela era uma pessoa importante. Mas isso tudo foi numa conversa distante pela internet.
Continuávamos a conversar e eu gostava daquilo, mas as coisas naqueles dias eram diferentes. Não podíamos ir além. Então eu a conheci pessoalmente. Houve momentos de constrangimento e nós dois nos enganamos nos sentidos dos olhares pela primeira vez. Levamos meses assim, nos enganando e desencontrando sempre que podíamos. Mas era ela. Eu tinha certeza. Então me livrei de um problema que eu tinha e num péssimo dia, estávamos lá, à toa, conversando (distantes) pela internet e ela disse qual era o problema dela. Aí que eu vi como importantes éramos um pro outro. Mas talvez já fosse tarde. Talvez ela não quisesse se livrar daquele problema. Como eu poderia saber? Não iria perguntar! Eu no fundo preferia ficar com minha dúvida angustiante do que ter uma certeza que poderia rasgar meu peito. Nesse dia nós nos engamos mais uma vez. Levou algum tempo pra pararmos com isso, dizermos o que queríamos e jogarmos todas as idéias na mesa e só levantarmos quando tivéssemos escolhido a melhor hipótese pra como seria o fim de nossas vidas. Aliás, eu acho que isso sempre é uma hipótese. Hoje quando lembramos desses tempos nos confundimos entre risadas e pequenos olhares de arrependimento por não termos feito nada por nós mesmos.
Essa segunda pessoa está, hoje, em lugar alto. Um lugar tão alto que ela não pode cair de lá. Um lugar onde só as pessoas mais importantes entre as que já são importantes podem ocupar. E uma vez nesse lugar, não se pode mais deixá-lo. É como entrar num carro de montanha russa. Não tem mais como sair até ele dar a sua volta no brinquedo todo. E se eu pudesse dizer algo pra ela, isso seria o que ela ouviria: 'Não acredito que alguém sinta por você o mesmo que eu. Eu quero te mostrar tanta coisa, ainda. E preciso te dizer tantas outras. Eu tenho muito ainda pra fazer por você. Tenho todas as histórias do mundo pra te contar. Não acho certo ficar assim, muitas horas longe de você. Vem comigo! Me dá sua mão?'
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
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1 comentários:
-O que eu sinto por você,eu nunca senti por ninguém mais.
O que me importa agora é que estou ao seu lado.Eu poderia ficar desse jeito pra sempre!
O meu café também não esfriou. Aliás,ele parece nunca esfriar.Quando eu te tenho aqui,as coisas parecem mudar de rumo.Parece que sou capaz de tudo.E tudo parece fazer sentido!
Eu tô te dando a mão agora.E não vou soltá-la nunca mais.
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